Ventos urbanos,
desvios de personalidade
da cidade.
Descargas dióxidas
se unem para subirem juntas
ao céu.
Um lindo arco-íris cinza
de várias tonalidades.
São Paulo, a grande mãe, reclama:
- São tantos filhos
que não consigo cuidar!
Minhas mãos e pés
estão doentes,
e minha cabeça
só pensa em trabalhar,
números cada vez maiores,
e o corpo tem que acompanhar..
Metrópolis,
sangue eletricidade,
energia magnética,
helicópteros fazem
ondas de ar vibrar,
embaixo vibram
os metrôs na terra.
Um filho esquecido reclama:
- Grande mãe,
moro nas últimas linhas
do destino da palma
de sua mão esquerda,
porque me irrigas
com tão pouco sangue e energia
sendo que temos que trabalhar
pra te manter viva??!..
(Éderson Brandão)
Aos acolhedores, profissionais ou não.
-
No trato com desabrigados* é comum a visão geral, externa e impessoal. Eu
mesmo, originário de classe média, via o povo “da rua” como um bloco
homogêneo,...
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