Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raul Seixas. Mostrar todas as postagens

Sim, Raul Seixas

A dor é uma coisa real que a gente está aprendendo a abraçar
E não temer a velha história do mal, tão conhecida
Que já nem pode mais nos assustar

O amor é uma coisa real e a gente nunca deve se esquecer
De festejar! Cada momento pra nós é pura alegria
É tudo o que a vida tem pra dar, vem pegar o que é seu

A gente sofre, a gente luta, pois nossa palavra é sim
A gente ama, a gente odeia, mas nossa palavra é sim

Viver é coisa irreal, uns chamam de magia e é tudo tão normal
Mas tá legal, tem mágica solta no ar, faz parte do astral
E é isso o que a vida tem pra dar, vem conquistar o seu lugar

A gente sofre, a gente luta, pois nossa palavra é sim
A gente ama, a gente odeia, mas nossa palavra é sim

Sim

Coragem, coragem, Raul Seixas

"Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais!"

(Raul Seixas)

Você, Raul Seixas

Você alguma vez se perguntou por que
Faz sempre aquelas mesmas coisas sem gostar?
Mas voce faz, sem saber porquê, você faz.. e a vida é curta.

Por que deixar que o mundo lhe acorrente os pés?
Fingir que é normal estar insatisfeito
Será direito, o que voce faz com você?
Por que você faz isso, por quê?

Detesta o patrão no emprego
Sem ver que o patrão sempre esteve em você
E dorme com a esposa por quem ja não sente amor
Sera que é medo? Por que você faz isso com você?

Por que você não para um pouco de fingir
E rasga esse uniforme que voce não quer...
Mas voce não quer, prefere dormir e não ver
Por que você faz isso, por que?

Detesta o patrão no emprego
Sem ver que o patrão sempre esteve em você.
E dorme com a esposa por quem ja não sente amor
Sera que é medo, por que? você faz isso com você?
Mas voce não quer prefere dormir e não ver
Por que voce faz isso por que?
Sera que é medo?
Por que?
Você faz isso com você?

O Banquete dos Mendigos, Jards Macalé

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Disco duplo, gravado ao vivo no Museu de Arte Moderna do Rio Janeiro, dia 10 de dezembro de 1973,  num show de comemoração dos 25 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Em plena ditadura militar, os artistas Paulinho da Viola, Jorge Mautner, Pedro dos Santos, Edu Lobo, Chico Buarque, MPB4, Edison Machado, Luiz Melodia, Milton Nascimento, Jards Macalé, Dominguinhos, Gal Costa, Raul Seixas, Luiz Gonzaga Jr., Soma, Johnny Alf, se reuniram neste Banquete dos Mendigos, idealizado e dirigido por Jards Macalé.

O BANQUETE DOS MENDIGOS foi gravado em 1973, mas o álbum (duplo) só foi liberado em 1979. Em 74 ele chegou a ser distribuído para divulgação, mas foi proibido antes de chegar às lojas. A capa original (crianças negras com pratos vazios) é reproduzida no encarte da versão de 79 que, por sua vez, traz uma reprodução da Última Ceia numa moldura daquelas que se coloca na sala de jantar.


Diamante de Mendigo, Raul Seixas

Eu tive que perder minha família para perceber o benefício que ela me proporcionava
É triste aceitar esse engano quando já se esgotaram as possibilidades

E agora sofro as atitudes que tomei por acreditar em verdades ignorantes
Que na época tomei acreditando numa moda passageira que se foi tal qual fumaça

Não respeitei o sacrifício que custa para construir a fortaleza que se chama família
Acabamos no fim perdendo a quem nos ama só por que o jornaleiro da esquina
Falou que é otário aquele que confia e é tão difícil confiar em alguém
Quando a gente aceita se mentir, se mentir

Somente conhecendo a beleza da união é que a gente tem a força para não,
não se enganar..
Eu que me achava um diamante nas mãos de mendigos só pelo medo de não sê-lo

Judas, Raul Seixas

Parte de um plano secreto
amigo fiel de Jesus
eu fui escolhido por ele
para pregá-lo na cruz
Cristo morreu como um homem
um mártir da salvação
deixando para mim seu amigo
o sinal da traição.

Mais é que lá em cima
lá na beira da piscina,
olhando simples mortais
das alturas fazem escrituras
e não me perguntam se é pouco ou demais.

Se eu não tivesse traído
morreria cercado de luz
e o mundo hoje então não teria
a marca sagrada da cruz
e para provar que me amava
pediu outro gesto de amor
pediu que o traísse com um beijo
que minha boca então marcou.