O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
A Mentira e a Verdade (uma lenda de algum tempo em algum lugar)
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Um dia, a Mentira encontrou a Verdade. Eram duas belas jovens. Na relação
entre elas, a hostilidade e a desconfiança sempre tinham sido sentimentos
inevitá...

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